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Tuitando Santos 2×2 Coritiba e o vídeo dos melhores momentos

Ontem tentei acompanhar o jogo só pela internet, já que não estou em Curitiba. Não consegui ouvir nem a 98 nem a CBN pela internet. Então tive que ficar acompanhando pelo “Tempo Real” do Globoesporte.com, ouvindo a CBN São Paulo e ligado no twitter com a busca Coritiba.

Segundo vários comentários foi o melhor jogo do Brasileirão até agora, e todo mundo que estava vendo o jogo estava comentando muito o desempenho do Alex. Para registrar o momento do jogo, coloco abaixo os meus tuítes e os que retuitei durante a partida.

E finalmente, o vídeo com os melhores momentos do jogo:

Santos 2×2 Coritiba: 6ª rodada do Campeonato Brasileiro 2012

O primeiro gol do Santos, com falta não marcada

A foto é de Rogério Soares, para a Tribuna de Santos (via Gazeta do Povo)

Dos jogos das 18:30 deste domingo, o Coritiba foi o único visitante que não venceu. Mas isso pode ser creditado principalmente à arbitragem, que errou ao anular um gol de Pereira aos 43 minutos do segundo tempo. Após bela jogada do zagueiro Emerson (é isso mesmo, os dois zagueiros fazendo a festa na área do Santos) pelo lado direito do campo, um passe para trás, o cruzamento de Robinho e a cabeçada de Pereira, que vinha de trás e não estava impedido. Validado o gol, não haveria tempo para uma reação, e o placar seria mais justo pelo que foi o jogo.

O Coritiba foi mais consistente que o Santos, que chegou com perigo em jogadas brilhantes de Neymar ou na competência de Elano, mas não teve tanto espaço para criar jogadas. O Coritiba marcava bem, ficava com a bola a maior parte do tempo, e tinha Vanderlei em dia particularmente inspirado. Pelo menos duas grandes defesas do nosso goleiro garantiram que o Coritiba não voltou com derrota da baixada santista.

O Coritiba entrou em campo com o seguinte escrete: Vanderlei; Jonas, Pereira, Emerson e Chico; Wiliam, Sérgio Manoel, Everton Ribeiro e Rafinha; Roberto e Everton Costa.

Os dois laterais – Ayrton e Lucas Mendes, ganharam folga após o duro trabalho na marcação de Lucas, no jogo de quarta-feira. Jonas jogou e manteve a qualidade, afinal, o Coritiba tem dois grandes titulares para a camisa 2. A surpresa foi o grande desempenho do volante Chico pelo outro lado, que já virou opção para Marcelo Oliveira quando quer segurança defensiva por aquele lado. Porque o natural seria Eltinho envergar a nº 6, mas ele deixa sempre um buraco terrível na defesa.

Roberto, que foi decisivo contra o São Paulo, devia ter ganhado folga junto com os laterais, porque não jogou nada hoje. Acabou saindo para a entrada do meia Robinho no segundo tempo. Everton Ribeiro, apesar ter jogado muito bem, saiu para a entrada de Lincoln – uma alteração que serve para cadenciar o jogo e dar um pouco de descanso para o homem de maior quilometragem pelo Coritiba em 2012.

Outra substituição que parece ter sido por motivo de fôlego foi para a entrada de Junior Urso no lugar de Sérgio Manoel. Junior Urso já foi muito criticado no campeonato paranaense, quando teve de atuar muitas vezes como primeiro volante enquanto Wiliam esteve machucado. As atuações recentes de Urso vem mostrando que o problema era a falta do titular da camisa 5. Quando Wiliam joga na frente da zaga Urso tem mais liberdade um pouco à frente, e apresenta ótimo futebol.

Everton Costa fez hoje um de seus melhores jogos, apesar de não ter anotado nenhum gol.

Mas o nome do jogo foi certamente Rafinha. Ele mostrou porque continua sendo um dos principais jogadores do elenco. Fez o primeiro gol após ótima jogada de Everton Ribeito, mas numa categoria de finalização que, fosse outro no lugar, a bola não estaria na rede. Depois foi decisivo no segundo gol, partindo para cima de Maranhão, o lateral direito santista, e levando um chute no joelho, que o árbitro assinalou como falta dentro da área. Pênalti cobrado e convertido por Lincoln.

Outro detalhe a ser posto na conta da arbitragem: Edu Dracena fez o primeiro gol do Santos com falta sobre Emerson. O zagueiro santista apoiou-se com as duas mãos nas costas do defensor Coxa, que caiu no chão, mas o árbitro não marcou.

Aliás, a arbitragem foi o ponto fraco do jogo, errando em vários lances decisivos, e deixando de anotar muitas faltas de ambos os lados. Ou marcando faltas inexistentes, acreditando na catimba de Neymar, um jogador capaz de cair quando tem alguém a um metro de distância dele. Vai ver que é por isso que nosso grande craque não consegue jogar nada em torneios internacionais – não tem árbitros que vão tão fácil na sua conversa.

O resultado não foi ruim para o Coritiba, mas em vista do que foi o jogo, o empate foi um resultado injusto, e os pontos perdidos assim fazem muita falta no final. O Coritiba somou seu primeiro ponto fora de casa, mas continua sem vencer como visitante. Se quiser alguma coisa neste brasileirão, vai precisar começar a trazer 3 pontos quando sai do Couto Pereira.

Veja aqui o vídeo com os melhores momentos do jogo.

Vitória 0x0 Coritiba: quartas de final da Copa do Brasil 2012

Everton Costa, numa das chances que não viraram gol

A foto é do sítio do Coritiba.

O jogo foi um festival de gols desperdiçados, de ambos os lados.

Primeiro, o Vitória começou pressionando. Mas logo a partir dos 15 minutos o Coritiba equilibrou, e passou a dominar o jogo. Controlava a bola, trocava passes no campo do adversário, mas não conseguia chegar ao gol. Ou melhor, chegava, mas não convertia. Foram várias chances perdidas.

O Vitória sentia a falta de Pedro Ken, expulso no jogo contra o Botafogo. Sem ele, o meio de campo ficou zona de domínio do Coritiba.

Na volta para o segundo tempo, o Vitória tentava pressionar, mas sem muito resultado. Até que o treinador sacou Mineiro do meio campo e colocou mais um atacante: Dinei. Quando ele entrou o Vitória criou diversas chances claras de gol. Que ou foram desperdiçadas por Neto Baiano, ou defendidas milagrosamente pelo goleiro Vanderlei. Teve até gol do Vitória corretamente anulado – Neto Baiano estava impedido quando do chute a gol, pegando o rebote em posição irregular.

O jogo sem gols acabou sendo um mau resultado para o Coritiba, em vista das chances perdidas e do controle que teve do meio campo.

Mas o time sentiu as mudanças de escalação promovidas por Marcelo Oliveira, talvez preocupado em evitar o desgaste dos jogadores na temporada tão longa. Ainda mais que até agora o Coritiba só fez viagens de milhares de quilômetros na Copa do Brasil (Belém – PA, Arapiraca – AL e Salvador – BA).

Pra mim é só isso que explica a entrada do time com Junior Urso, França e Gil no meio campo, mas Ayrton na lateral direita. França e Ayrton estrearam com a camisa alvi-verde. França fez o que sabe e não comprometeu. Mas Ayrton estava visivelmente nervoso com a estreia e ainda pouco entrosado. A lateral direita era uma posição carente, devido às contusões de Jackson e Jonas, e Ayrton veio do ótimo time do Londrina – presumo que ele ainda vai ser muito importante ali, quando ganhar confiança no seu próprio jogo.

A coisa melhorou um bocado quando Djair entrou no meio campo e Gil passou para a lateral, com a saída de Ayrton.

Entretanto, era jogo para o técnico sacar um volante e colocar Lincoln. Afinal, o Vitória estava sem meio campo, jogando pressionado em sua casa, e vivendo só de contra-ataques. Ao invés disso, Marcelo Oliveira trocou França por Sérgio Manoel (mantendo o trio de volantes). E colocou Lincoln, uma decisão muito acertada. Mas no lugar de Everton Ribeiro (isso foi um erro). Se Lincoln tivesse entrado no lugar de França (e mais cedo, não a dez minutos do fim do jogo) a história poderia ter sido outra.

Como de costume, Emerson foi um dos grandes jogadores em campo. Defende como ninguém, se antecipa, desarma, sai jogando e passando a bola sem dar chutão. É o melhor zagueiro em atividade no Brasil. Tem boa dupla com Demerson, que também esteve ótimo.

Eltinho esteve muito bem no apoio, mas sempre deixa um buraco às suas costas. Só pode jogar contra adversários que não saibam aproveitar o ataque pelo lado direito do campo. O Coritiba precisa contratar urgente um lateral esquerdo.

Everton Costa vem sendo bem mais efetivo com a 9 do que Anderson Aquino ou Marcel. Mas, ironia, ainda não marcou gol.

Roberto segue sendo excelente na movimentação e nas jogadas em velocidade. Mas está tendo de voltar muito atrás para buscar a bola, e chega ao final do jogo esgotado.

Agora o Coritiba precisa vencer próxima quarta no Couto Pereira. E confirmar que não é pipoqueiro como o Botafogo.

Veja os melhores momentos do jogo, no vídeo do SPORTV.

Coritiba 0x0 (5×4): 2º jogo da final do Campeonato Paranaense 2012

Anular Guerrón foi o principal objetivo?

Foto de Albari Rosa para a Gazeta do Povo.

Empate sem gols e decisão por pênaltis, que valeram o tricampeonato.

Sobre o título, comento no próximo post.

Agora o jogo.

O Coritiba jogou pouco no primeiro tempo. Anderson Aquino seguiu com a série de atuações fracas, que não justificam mais sua escalação como titular faz um bom tempo. Rafinha entrou no sacrifício, longe de estar em condições físicas. E foi mais uma vez apagado em atletibas.

Tcheco, em sua despedida de campeonatos paranaenses e no último atletiba da carreira, nem chegou a jogar quase nada. Saiu no início, contundido e muito irritado.

Sobrava o protagonismo para os demais jogadores, que demoraram a se encontrar em campo.

O primeiro tempo foi todo do Atlético, e o Coritiba se dedicou principalmente a evitar algum lance decisivo de Guerrón. Junior Urso, Lucas Mendes e Emerson foram vigilantes, atentos e rápidos nos desarmes. A principal arma atleticana ficou anulada.

Somente no segundo tempo o Coritiba tomou as ações do jogo. Com Everton Costa no lugar de Anderson Aquino a linha de frente ganhou qualidade e velocidade. Com a entrada de Lincoln no lugar de Rafinha nova melhora.

Mas nada disso foi suficiente para resolver o jogo. Gil foi o mais acionado, pela lateral direita.

E se o Coritiba controlou a bola e dominou as ações, não chegou ao gol adversário nenhuma vez.

Na decisão por pênaltis, o erro de Guerrón deu o título ao Coritiba.

Numa avaliação geral: ótima atuação da retaguarda Coxa, com atuação segura de Emerson, Demerson, Gil, Lucas Mendes, Urso e Djair. Este último, que entrou no lugar de Tcheco, mostrou que tem qualidade para ser titular sempre que necessário.

Marcelo Oliveira mostrou mais uma vez que é um treinador tímido para decisões. Mesmo quando o Coritiba controlava o jogo e o Atlético não oferecia perigo, não quis sacar um dos volantes para colocar o time mais à frente. Preferiu arriscar a decisão por pênaltis que arriscar perder o jogo em um contra-ataque atleticano.

De qualquer forma, o resultado foi justo, pelo que foi o campeonato e pelo que foi o jogo.

Agora, é bom comemorar, mas não muito. Que quarta-feira tem jogo importante contra o Vitória.

Veja também o primeiro jogo da final aqui no blog, e as campanhas do primeiro e segundo turnos:

Atlético 2×2 Coritiba: 1º jogo da final do Campeonato Paranaense 2012

A campanha do Coritiba no 2º turno do Campeonato Paranaense 2012

A campanha do Coritiba no 1º turno do Campeonato Paranaense 2012

Atlético 2×2 Coritiba: 1º jogo da final do Campeonato Paranaense 2012

Decisivo mais uma vez: Everton Ribeiro comemora o primeiro gol do jogo

A foto é do sítio do Coritiba.

O Coritiba entrou em campo com: Vanderlei; Gil, Demerson, Emerson e Lucas Mendes; Júnior Urso, Djair, Tcheco e Éverton Ribeiro; Lincoln e Roberto.

Realmente uma ótima escalação, pois a dupla de volantes (Urso e Djair) segurava o jogo adversário, liberando Tcheco para atuar mais como armador. Lincoln ganhava posição ao voltar do Departamento Médico (coisa que não aconteceu com Rafinha). Everton Ribeiro foi mantido no time, e saiu Anderson Aquino, realmente o que vinha jogando pior na linha de frente do Coritiba.

Eu imaginei que esta escalação colocava o Coritiba bem postado e seguro na defesa, jogando com velocidade e toque de bola no contra-ataque. Mas não foi esse o retrato do jogo.

O Atlético jogou muito mais atrás, e o Coritiba dominou as ações no primeiro tempo. Jogando mais com a bola, e no seu campo de ataque, o Coritiba não conseguia chegar ao gol. Bem postado, o Atlético saía em contra-ataques rápidos, e sempre levou perigo. Mas o cenário do jogo mudou após jogada individual e chute rasteiro de Everton Ribeiro. Era com o pé direito, que não é o bom, mas mesmo assim o goleiro Vinícius deixou passar.

Poucos minutos depois, o Atlético chegou ao empate num bate-rebate, igualando as ações.

Na volta para o segundo tempo, o Atlético veio mais bem organizado e tomou conta do jogo. O Coritiba trocava passes na entrada da área adversária, mas quase nunca chegava a criar condições de finalizar. Vale dizer que o gol do primeiro tempo saiu na única finalização certeira do Coritiba, enquanto o Atlético chegou diversas vezes com perigo, dando bastante trabalho a Vanderlei, que fez diversas defesas difíceis.

No segundo tempo, o Atlético fez seu gol logo no início, após um chute de fora da área que Vanderlei não conseguiu segurar. Martin Ligüera, o melhor rubro-negro em campo, aproveitou o rebote para fazer 2×1.

Com isso, estava desenhado um cenário difícil para o Coritiba. Carrasco recuou o time tirando dois homens de frente para colocar volantes. Com a vitória do Atlético, o Coritiba não podia mais ser campeão no tempo regulamentar do segundo jogo. É que o regulamento da Federação Paranaense não prevê saldo de gols. Ou seja, com uma derrota no primeiro jogo, o Coritiba teria que vencer o segundo jogo, não importando por qual placar, para levar a uma decisão por pênaltis.

Com esse regulamento em mente, Marcelo Oliveira percebeu que perdido por um ou perdido por dez não fazia mais diferença. Sacou os dois volantes, Djair e Urso, para colocar dois atacantes – Anderson Aquino e Marcel. Também trocou Lincoln por Renan Oliveira, pois o camisa 10 jogou muito bem no primeiro tempo, mas estava anulado no segundo.

As modificações deram resultado: Marcel é um jogador muito importante para se postar em meio a defesas retrancadas, por que ele é atacante de presença na área, e não de chegar em velocidade como Aquino e Roberto. Nas poucas vezes em que pegou na bola, ele mostrou que era o jogador certo para aquele cenário (e aliás, merece jogar mais, aproveitando a má fase de Aquino).

Mas quem foi decisivo mesmo foi o zagueiro Emerson. Foi dele a jogada no meio campo, subindo ao ataque. Marcel disputou a jogada após a bola quase ser perdida por Emerson. Voltando a ter a bola perto de si, o zagueiro tocou para Anderson Aquino, que colocou para dentro, no canto do goleiro Vinícius.

Um empate justo pelo que foi o jogo, com um Coritiba com mais domínio da bola, mas com o Atlético atacando de forma incisiva. Quando recuou o time para segurar o resultado favorável, o Atlético abriu espaço para o Coritiba igualar.

Agora, quem vencer o segundo jogo no Couto Pereira leva o título. Se der empate, a decisão irá para pênaltis.

Nacional AM 0x0 Coritiba: 1ª fase da Copa do Brasil 2012

O Coritiba voltou de Manaus sem gols, o que pode ser trágico para as pretensões na Copa do Brasil, caso o Nacional faça um gol semana que vem no Couto Pereira.

O jogo não passou na televisão, ou ao menos o pacote do PFC que tem o Campeonato Paranaense não tem a Copa do Brasil.

De modo que não posso saber muita coisa do jogo, senão o que ouvi pelo rádio. No caso, a rádio CBN, que no Paraná mantém aquele estilo de narração de mil novecentos e antigamente, ao contrário dos jogos transmitidos pela CBN do Rio de Janeiro ou de São Paulo que às vezes escutamos por aqui.

Entretanto, pela narração radiofônica, o que se pode perceber foi que o Coritiba jogou o tempo todo no seu campo de defesa e tomou um sufoco danado. Imagino que o Nacional só não ganhou o jogo por que não tem competência para finalizar.

Esse negócio de jogar com 3 volantes, nenhum deles sendo Tcheco nem Wiliam é simplesmente trágico. O time não tem passe, nem saída de bola. Os meias e o nosso atacante isolado ficam extremamente penalizados, e totalmente alijados do jogo.

O time entrou com Vanderlei, Jackson, Emerson, Pereira, Lucas Mendes, Júnior Urso, Djair e Gil – todos para jogar atrás da linha da bola, ou no próprio campo do Coritiba. Sobrava quase nada para a ação de Rafinha, Lincoln e Marcel, que ficaram muito isolados à frente. O curioso é que as três substituições de Marcelo Oliveira foram com os três homens isolados na frente – os únicos que não podiam fazer absolutamente nada no jogo.

Na narração radiofônica, não tivemos informação de que Rafinha, Lincoln ou Marcel tenham pegado na bola. Exceto em uma ou outra cobrança de falta ou quando Marcel veio no campo de defesa roubar bola do adversário.

Nestas condições fica mesmo difícil Marcel mostrar bom futebol – ele que já vem sendo cobrado de forma muito injusta pela torcida.

Está acontecendo um efeito curioso: o maior inimigo do Coritiba em 2012 é a memória do time de 2011, que não existe mais. A torcida não consegue entender isso, e acho que nem mesmo os comentaristas. No caso, as cobranças sobre Marcel não ajudam – só atrapalham, uma vez que ele vem fazendo o que pode no esquema armado pelo treinador Marcelo Oliveira.

No segundo tempo o Coritiba saiu um pouco da situação de tentar meramente se segurar em seu campo, e conseguiu atacar um pouquinho. Graças à entrada de Anderson Aquino no lugar de Rafinha (que acho que tem mais a ver com a necessidade de ambos de ganhar ritmo de jogo após contusões), e de Roberto no lugar de Marcel (uma substituição tática que ajuda a melhorar a ligação dos 8 homens de defesa com os 3 que deviam chegar ao gol). Renan Oliveira também entrou no lugar de Lincoln.

Apesar de permitir ao Coritiba jogar um pouco mais no campo do adversário, nada disso resolveu o problema, e o Coritiba voltou sem gols.

É claro que no Couto Pereira, semana que vem, a história deve ser bem outra. Entretanto, não custa lembrar que esse tipo de resultado fora de casa foi o que impediu o Coritiba de brigar pelo título brasileiro em 2011. Neste sentido, 2012 começa muito pior.

Atlético PR 0x0 Coritiba: 10ª rodada do Campeonato Paranaense 2012

Pereira derrubando Bruno Mineiro (foto Albari Rosa/Gazeta do Povo)

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O jogo foi feio. Ou melhor, medonho.

Equilibrado demais, as defesas prevalecendo sobre os ataques.

É duro dizer isso, mas hoje os dois times se equivalem. Empatar fora de casa com o rival pode ser um bom resultado, mas não era na situação que o Coritiba está na tabela. Muito menos na comparação com o ano passado, quando em 20 minutos de jogo o Coritiba fez 3×0 (o Atlético ainda esboçou reação, e o jogo terminou 4×2).

O jogo de ontem foi marcado por um lance polêmico, em que Pereira cometeu pênalti no atacante do Atlético (a foto acima), não anotado pelo árbitro Heber Roberto Lopes.

No lado do Coritiba a principal ausência foi o volante Wiliam, contundido. A entrada de Tcheco em seu lugar não melhorou a saída de bola como alguns querem crer. Melhoraria, provavelmente, se Wiliam jogasse, e Tcheco estivesse no lugar de Renan Oliveira.

Caio Vinícius jogou quase nada, o que mostra que o bom desempenho num jogo contra adversário mais fraco pode não significar que irá bem contra adversário forte. Geraldo entrou no segundo tempo, mas não fez nada de produtivo. Ou melhor, fez uma jogada e até chutou a gol (que eu me lembre é a primeira vez que ele faz isso na vida). Me parece claro que o que era uma jovem promessa não se confirmou – ele é apenas mais um bom driblador incapaz de ser efetivo em campo.

Lincoln também foi nulo, e eu só não falo tão mal dele porque em quase todos os jogos que eu vi de 2011 Marcos Aurélio não foi nada melhor que isso.

Obviamente, quem jogou bola de verdade foi o Rafinha, o único a fazer jogadas efetivas e ir em direção ao gol.

Jackson fez falta violenta e desenecessária, e foi expulso com o segundo cartão amarelo. Agora é desfalque para o próximo jogo, por que o Coritiba não tem um lateral direito para substituí-lo (Jonas está se recuperando de cirurgia no joelho).

O lance mais perigoso do Coritiba foi uma cabeçada (na verdade uma “ombrada”) de Emerson, o zagueirão artilheiro. A bola tomou o rumo da forquilha, e a trajetória foi interrompida a muito custo numa defesa brilhante do goleiro do Atlético – o melhor jogador em campo.

Para a última rodada, as chances do Coritiba conquistar o 1º turno ficaram mínimas. Precisa contar com derrota do Cianorte para o Arapongas (não seria uma zebra), e derrota ou empate do Atlético em Paranavaí (seria uma zebra tremenda). Além disso, o Coritiba precisa vencer por no mínimo dois gols de diferença o Roma no Couto Pereira (resultado que seria o normal). Veja como está a parte de cima da tabela no momento:

pontos vitórias saldo gols
Cianorte 24 7 17 24
Atlético 23 7 19 23
Coritiba 22 6 16 23

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Veja os últimos jogos do Coritiba:

Coritiba 4×1 Operário: 9ª rodada do Campeonato Paranaense 2012

Cianorte 1×1 Coritiba: 8ª rodada do Campeonato Paranaense 2012

Coritiba 1×1 Rio Branco: 7ª rodada do Campeonato Paranaense 2012

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