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Ponte Preta, Cruzeiro, Grêmio e Vasco: uma no cravo, outra na ferradura

Quando a Ponte Preta veio ao Couto Pereira para enfrentar o Coritiba pela 10ª rodada do Brasileirão 2013, vinha como o melhor visitante da competição:

clube jogos pontos aproveitamento vitórias empates derrotas
Ponte Preta 3 6 66,7% 2 0 1
Flamengo 5 8 53,3% 2 2 1
Cruzeiro 4 5 41,7% 1 2 1
Corinthians 4 5 41,7% 1 2 1
Atlético-PR 5 6 40,0% 2 0 3

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Por seu lado, o Coritiba tinha acabado de perder os primeiros pontos em casa ao empatar com o Vitória, deixando de ser 100% como mandante.

Parecia, então, que o alvinegro de Campinas poderia aprontar com o Coritiba, que vinha brigando pela liderança, em terceiro lugar e a um ponto de Botafogo e Cruzeiro.

E aprontou mesmo. Logo no início do jogo Wiliam abriu o placar para a Macaca, dando os primeiros passos para chegar à posição, que hoje ostenta, de artilheiro do Marinzão. Apesar da preocupação da torcida, que eu testemunhei ali apreensivo, no último andar da Arquibancada, o Coritiba trabalhou duro por todo o primeiro tempo, e virou o placar: um gol de Robinho, aproveitando o rebote depois que Chico cabeceou na trave um escanteio cobrado por Alex, e outro de Lincoln, escorando com a cabeça o cruzamento perfeito de Vitor Ferraz, que aproveitou uma “atrasada” errada do zagueiro pontepretano.

O jogo foi pro intervalo e a gente tava lá, se gabando – “acham que vão ganhar aqui? pra cima do Coritiba é que não”, e coisa e tal.

Mas eis que voltaram dos buracos embaixo do campo os jogadores, o 9 da Ponte Preta raivoso após ter sido identificado pelo apelido de Batoré pela Tábata Viapiana em entrevista à beira do gramado para a Rádio CBN logo após o primeiro tempo. Então, a Ponte voltou e tratou de virar o jogo para 3×2 em 4 minutos de bola rolando. Um dos gols também do Wiliam-que-não-é-o-Batoré.

Aí o negócio complicou de vez. Como é que o Coritiba ia virar outra vez? Simples. Falta perto da área, daquele lugar onde Alex cobrando é caixa. A gente já começou a comemorar na arquibancada na hora que ele correu para a bola. Esse gol de empate foi fundamental, e depois foi só o Coritiba fazer mais, para fechar o placar de 5×3 e mostrar quem é que manda no Couto. Mais um de Lincoln e outro de Robinho.

Lincoln foi saudado como craque, como herói, como o nome do jogo. Ganhou um monte de pontos no Bola de Prata da Placar e no Footstats, e a cobrança pra cima de Marquinhos veio forte: “como pode deixar no banco um cara com esta qualidade?”. Bem, eu pensava com meus botões – Marquinhos conhece o material que tem à disposição, e o Lincoln não fica titular porque não engrena uma sequência de bons jogos. Tem também aquela coisa de que um meio de campo com dois veteranos de toque de bola que não marcam e não correm muito torna o time mais vulnerável. Aliás, na metade final do segundo tempo veio a preocupação geral: Alex saiu contundido, e ficaria de fora do jogo contra o Cruzeiro.

A quarta-feira tinha sido uma noite épica, e o jogo de sábado no Mineirão poderia definir o Coritiba como líder, bastando o Botafogo não ganhar do Vasco no domingo.

Mas não era assim que as coisas estavam escritas. O Cruzeiro tem um dos melhores treinadores em atividade no Brasil, como bem sabemos todos nós Coxas, que pudemos recuperar um pouco da autoestima em 2011 e 2012 graças ao Marcelo Oliveira, que colocou o Coritiba como nunca entre os times que disputam os campeonatos de maneira competitiva. Além do técnico, o Cruzeiro também levou nosso melhor meia de 2012: Éverton Ribeiro, comprado por 1/4 do valor que o Cruzeiro recebeu por Montillo, mas jogando mais futebol que a mais cara contratação da história do Santos. Aliás, o Ribery dos trópicos vem merecendo destaque nas avaliações da Placar, e foi mesmo decisivo naquele jogo em que o Coritiba acabou perdendo sua invencibilidade.

Avaliação dos melhores meias do Brasileirão em 12 rodas, pela Placar

Avaliação dos melhores meias do Brasileirão em 12 rodas, pela Placar

Aliás, mais decisivos que o Éverton Ribeiro foram os laterais do Cruzeiro, que são hoje os melhores em atividade no Brasil. Maike pela direita, que fez a jogada do gol, e Egídio pela esquerda, sempre incomodando muito a defesa alviverde. O Coritiba sem Alex perdeu a primeira, e Lincoln foi apagado, mostrando que devem ter mais calma os comentaristas que ficam querendo exigir sua presença. Ele continua sendo um jogador caro, mas que não joga bem sempre – principalmente, não assume a responsabilidade de ser o cérebro do time.

Não que o Coritiba tenha jogado mal em Minas, mas foi muito bem anulado pelo Cruzeiro, que tem um elenco tão bom que tinha jogadores como Borges e Tinga no banco, ou Diego Souza fora por contusão. Terminou a rodada na vice liderança, com o melhor ataque da competição e o melhor saldo de gols.

clube jogos pontos aproveitamento vitórias empates derrotas gols marcados gols sofridos saldo
Botafogo 11 23 69,7% 7 2 2 18 10 8
Cruzeiro 11 21 63,6% 6 3 2 23 9 14
Coritiba 11 20 60,6% 5 5 1 17 12 5
Bahia 11 19 57,6% 5 4 2 13 10 3
Vitória 11 18 54,5% 5 3 3 16 12 4

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O Coritiba tinha que lamber rápido as feridas para ir a Porto Alegre enfrentar o Grêmio, pois era inevitável que um dia caísse sua invencibilidade. Mantida por 10 rodadas do Brasileirão, aquilo já era um recorde histórico para o clube (ou não?). Fizeram muita falta Alex e Deivid, os dois principais goleadores do time. Bill e Keirrison, que vieram ganhando espaço com a contusão do nosso camisa 9, contundiram-se em Belo Horizonte, sem conseguirem ser muito efetivos. Apesar de Keirrison ter acertado uma bola trave, e começar a mostrar que pode voltar a ser um bom jogador, embora seja difícil repetir sua façanha de 2008, quando marcou 41 gols pelo Coritiba na temporada, e foi o primeiro jogador a ser artilheiro do Brasileirão pelo clube (embora dividindo o título com Washington).

Se na 11ª rodada o Coritiba tinha sofrido sua primeira derrota, na 12ª conseguiria sua primeira vitória como visitante. Com a volta de Deivid, que marcou logo no início, aproveitando o ótimo cruzamento de Vitor Ferraz. Daí em diante, o Coritiba só se segurou atrás, e deixou a própria incompetência do Grêmio dar conta do recado. A mesma fórmula que o Vasco usaria no Couto Pereira na 13ª rodada para impingir a primeira derrota ao Coritiba em sua casa neste Brasileirão.

O jogo em Porto Alegre foi uma demonstração de competência tática do Coritiba, conseguindo vencer fora sem Alex. Marquinhos Santos armou um ótimo 3-5-2, pela primeira vez neste Brasileirão, uma coisa que se mostrou muito boa para quem tinha Emerson como zagueiro reserva. Além disso, o meio campo tinha só Wiliam como volante, e Robinho podia criar e subir em velocidade, bem como voltar para marcar. Lincoln novamente não jogou bem, nem Geraldo, que também voltou do Departamento Médico junto com Deivid.

Mas o mesmo 3-5-2 não foi uma boa escolha para o Coritiba enfrentar o Vasco em casa. O esquema foi bom para uma retranca com saída rápida pelos lados contra um time aparvalhado. Mas em casa nem garantiu a segurança defensiva nem permitiu qualidade de armação de jogada ou velocidade de transição para o ataque. Na verdade, o jogo mostrou que talvez Robinho (fora pelo terceiro cartão) seja mais essencial no time que o próprio Alex. É só lembrar que o jogador é o que mais dá assistências, além de fazer gols. Passa bem e com velocidade, e é o único que além de marcar se projeta para receber na frente. Um gigante.

Espantosamente, a Bola de Prata da Placar o coloca em 32º entre os meias, mas o footstats o coloca como 13º entre todos os jogadores do campeonato, mesmo ele perdendo 5 posições por ter ficado a ultima rodada de fora.

Estatísticas de Robinho no footstats após 13 rodadas

Estatísticas de Robinho no footstats após 13 rodadas

A única coisa que dá pra entender esse 3-5-2 em casa é a falta do Robinho, o que levou a tentar um esquema em que se pudesse sair pelos lados. Os três veteranos que deveriam decidir em momentos difíceis não estiveram bem: Alex nem voltou para o segundo tempo, ainda sentindo o tornozelo, e Deivid e Lincoln foram apagados. Alex perdeu um gol na cara do goleiro, mas fez muita falta quando no segundo tempo não estava em campo para bater uma falta da entrada da área, que Lincoln apenas jogou contra a barreira.

Eu estava com meus filhos no estádio, curtindo o dia dos pais. Passei mal durante o jogo e precisei usar pela primeira vez os banheiros do Couto Pereira. São poucos banheiros para muita torcida, não há papel higiênico e faltou água na caixa para dar conta de tanto uso. Minhas crianças, que foram pela primeira vez ao estádio também sentiram o peso de ser torcedor no Brasil: o Heitor disse que o Estádio é muito desconfortável (a arquibancada de cimento descoberta é dura e gelada), e a Mariana achou menos emocionante do que esperava. Emocionada mesmo ela ficou foi de raiva de todos os palavrões que ouviu da horrível torcida, que infelizmente vai mais para xingar e reclamar o que para curtir o jogo ou apoiar o time. Um dia a gente aprende a fazer esse negócio de futebol no Brasil.

Então é isso. O Coritiba não se afastou muito dos líderes, porque Botafogo e Cruzeiro também não venceram seus jogos em casa. Mas logo abaixo tem gente que vem subindo de produção e ganhando consistência.

É preocupante quando se percebe que o time é apenas o 9º colocado quando se computam apenas as últimas 5 rodadas. Corinthians e Atlético PR vem embalados e buscam posições no G4.

clube jogos pontos aproveitamento vitórias empates derrotas gols marcados gols sofridos saldo
Atlético-PR 5 13 86,7% 4 1 0 10 6 4
Corinthians 5 11 73,3% 3 2 0 7 1 6
Cruzeiro 5 10 66,7% 3 1 1 7 3 4
Bahia 5 10 66,7% 3 1 1 8 6 2
Botafogo 5 9 60,0% 2 3 0 9 6 3
Vasco 5 8 53,3% 2 2 1 8 7 1
Ponte Preta 5 8 53,3% 2 2 1 9 9 0
Grêmio 5 7 46,7% 2 1 2 6 4 2
Coritiba 5 7 46,7% 2 1 2 7 6 1

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O Coritiba se aproveitou enquanto os outros times estavam desorganizados. Agora tem que se reinventar para continuar disputando na frente, uma vez que o fator surpresa já se esgotou, e Alex pode não decidir sempre os jogos. O campeonato promete.

 

 

 

 

Coritiba 2×3 Sport: 7ª rodada do Campeonato Brasileiro 2012

Aquino marcando seu primeiro gol no Brasileirão

A foto veio do sítio do Coritiba.

O Coritiba entrou com os reservas contra o Sport, para poupar os jogadores que vão enfrentar o Palmeiras na final da Copa do Brasil, quinta feira.

A escalação inicial: Victor Brasil; Jonas, Demerson, Lucas Claro e Chico; França, Sérgio Manoel, Tcheco e Lincoln; Anderson Aquino e Marcel.

Eu disse reservas?

Reservas por mera conjutura. Todos jogadores que já foram titulares muitas vezes, e que poderiam ser titulares em quase todos os times do Brasil. O único inexperiente em jogos profissionais era o goleiro Victor Brasil, que estreou no time principal do Coritiba. Além do goleiro novato, uma dupla de zaga sem entrosamento, e temos a explicação para os erros de marcação que resultaram nos três gols do Sport.

Ou poderíamos dizer que Marquinhos Gabriel desequilibrou, seja dando passe para dois gols, seja marcando um dos gols que deram a vitória ao Leão.

Ou talvez devamos atribuir a derrota aos muitos gols perdidos. Primeiro um chute com a perna errada de Lincoln, que perdeu a primeira chance clara do terceiro gol. Depois, os chutes na trave de Geraldo e de Robinho no segundo tempo. Azar do Coritiba, que não conseguiu fazer entrar no gol algumas bolas decisivas. Sorte do Sport, que fez o gol da vitória com a bola batendo na trave, depois no zagueiro do Coritiba e depois entrando…

O Coritiba começou forte, abrindo 2×0 em poucos minutos. Parecia que ia ser uma vitória fácil, mas a história do jogo foi bem outra.

Primeiro Anderson Aquino teve que sair, sentido dores no ombro. Entrada de Geraldo em seu lugar. Depois foi Marcel que esticou demais a perna para matar uma bola alta – me parece que teve um estiramento. Saiu para a entrada de Rafael Silva, que teve de novo uma ótima atuação.

Depois do gol de empate do Sport, uma mudança tática de Marcelo Oliveira: saiu o volante França para a entrada do meia Robinho.

O destaque do Coritiba foi Tcheco: deu um show de passes perfeitos e grandes lançamentos. No primeiro gol uma bola com açúcar para Anderson Aquino tirar o goleiro e fazer o gol da foto acima. No segundo gol Tcheco deu outro grande lançamento para Lincoln, e ainda correu para pegar a bola no segundo pau após o cruzamento, e escorar para dentro. Um craque que vai deixar muita saudade quando se aposentar este mês.

Veja o vídeo com os melhores momentos da partida.

Com o segundo gol no campeonato, Tcheco está como artilheiro do time, ao lado de Lincoln. Ambos tem dois gols. Com a grande atuação no jogo, Tcheco deixou claro para Marcelo Oliveira que pode ser decisivo contra o Palmeiras – está à disposição, e em um grande momento.

Até agora 10 jogadores já marcaram gols pelo Coritiba neste Brasileirão, somando 12 gols para o clube.

No Brasileirão, mais um começo sofrível. Quarta derrota no torneio, segunda em casa. O Coritiba ocupa a 13ª posição na tabela, com 7 pontos, e tem uma das quatro piores defesas, com 13 gols sofridos. Ao menos o ataque também está entre os 5 melhores.

O negócio agora é o foco no Palmeiras. O Coritiba está maduro para seu primeiro título da Copa do Brasil!

Veja os últimos jogos pelo Brasileirão:

Coritiba 2×0 Portuguesa: 3ª rodada do Campeonato Brasileiro 2012

Flamengo 3×1 Coritiba: 4ª rodada do Campeonato Brasileiro 2012

Coritiba 3×0 Atlético-GO: 5ª rodada do Campeonato Brasileiro 2012

Santos 2×2 Coritiba: 6ª rodada do Campeonato Brasileiro 2012

 

São Paulo 1×0 Coritiba: semifinal da Copa do Brasil 2012

Lucas chutando para fazer o único gol da partida

A foto é de Sérgio Neves, para o Estadão.

Na última 5ª feira (14 de junho) o Coritiba foi ao Morumbi enfrentar o São Paulo pela semifinal da Copa do Brasil.

É um adversário temível, não há dúvida. Tem em Lucas e em Luis Fabiano dois dos principais jogadores em atividade no Brasil de hoje, o que é sempre preocupante para os adversários.

Sabendo disso, poderíamos dizer que voltar de lá com uma derrota pelo placar mínimo não foi uma tragédia, e sempre é possível reverter no Couto Pereira. O prolema é que, pela maneira como se desenvolveu o jogo, a derrota teve sabor amargo, muito amargo para o Coritiba.

O time entrou em campo com: Vanderlei; Ayrton, Demerson, Emerson e Lucas Mendes; Wiliam, Sérgio Manoel, Gil e Everton Ribeiro; Roberto e Everton Costa. Hoje é o que o time tem de melhor, exceto talvez por Gil, opção para jogar mais seguro na defesa fora de casa – ou seja, Marcelo Oliveira foi com três volantes.

Mas no decorrer do jogo a escalação não se mostrou nada retraída. O Coritiba foi sempre seguro na retaguarda, dominou as ações no meio de campo e chegou várias vezes com perigo ao gol do São Paulo. Isso porque os três volantes que jogaram tem qualidade com a bola no pé, bom passe e boa condução de jogada.

No primeiro tempo o jogo foi mais ou menos equilibrado, com boas chances desperdiçadas de ambos os lados. No segundo tempo, o Coritiba entrou mais sólido que o São Paulo, e tomou o controle do jogo. O negócio ficou ainda mais evidente quando o zagueiro são paulino acertou um chute na orelha de Sérgio Manoel e foi expulso por segundo cartão amarelo (teria de ser expulso mesmo que não tivesse o cartão, pois era o último homem), por volta dos 15 minutos.

Seria o momento de o Coritiba voar na garganta do São Paulo, fazer gols, definir o jogo e até mesmo a classificação – como fez o Palmeiras no Olímpico no dia anterior. Mas não, o Coritiba passou a jogar como se o empate fosse um bom resultado (talvez fosse em um jogo qualquer, mas não nas condições específicas), e ficou tocando de lado no meio de campo. Parecia que era para gastar o tempo, e não para jogar com efetividade.

Mesmo as alterações promovidas por Marcelo Oliveira não resolveram nada: Lincoln, Anderson Aquino e Tcheco entraram nos lugares de Everton Ribeiro, Roberto e Gil. Lincoln não jogou bem, nem Tcheco, o que foi muito estranho porque eles deveriam ser a voz da experiência no time e não foram. Everton Ribeiro não podia ter saído, pois era o melhor jogador de preto (o Coritiba jogou com a terceira camisa). Aderson Aquino faz tempo que não adianta nada.

Pra resumir a coisa, o Coritiba mostrou que não resolveu seu principal problema como equipe: a timidez fora de casa. Pelo domínio que construiu no jogo era para ter voltado com uma vitória. Mas terminou por brilhar e estrela de Lucas, um dos maiores craques brasileiros de hoje. Ele pegou a bola no lado esquerdo do campo, driblou em velocidade toda a defesa do Coritiba, avançando lateralmente. Parecia que era uma jogada tola, que não daria em nada. Então ele chutou para o gol, de fora da área, e a bola entrou. Faltavam 5 minutos para o final do jogo e o placar estava definido. Ficou provada a máxima do “quem não faz toma”, muito válida contra times que têm um Lucas.

Destaques do Coritiba: Ayrton foi o mais efetivo em cobranças de falta e num chute de fora da área que passou raspando. Everton Ribeiro também se comportou como um craque, e carimbou o travessão em uma bola. Vanderlei fez ótimas defesas, e pelo menos uma inacreditável, quando tirou com a pontinha do pé uma bola em que Luis Fabiano entrou sozinho na área.

O Coritiba precisa urgente de um atacante. Faz falta alguém que jogue dentro da área adversária. Enquanto não chega alguém que resolva o problema, Marcel deveria estar jogando no lugar de Everton Costa.

Veja o video com os melhores momentos do jogo.

P.S. A reporter Nadja Mauad comentou durante o jogo que Rafinha pode estar de saída para o futebol chinês. Quando alguém começa a ficar demais no Departamento Médico a gente deve desconfiar.

Os últimos jogos do Coritiba foram:

Coritiba 4×1 Vitória: quartas de final da Copa do Brasil 2012

Coritiba 2×3 Botafogo: 2ª rodada do Campeonato Brasileiro 2012

Coritiba 2×0 Portuguesa: 3ª rodada do Campeonato Brasileiro 2012

Flamengo 3×1 Coritiba: 4ª rodada do Campeonato Brasileiro 2012

Flamengo 3×1 Coritiba: 4ª rodada do Campeonato Brasileiro 2012

Emerson subindo para fazer o gol histórico

Foto do sítio do Coritiba.

O Coritiba foi ao Rio de Janeiro e a única coisa que trouxe de bom foi o recorde pessoal do zagueiro Emerson. O camisa 3 marcou pela 9ª vez este ano, e é um dos artilheiros do time na temporada. Somando-se aos 10 gols que marcou em 2011 (dá pra superar esta marca, não?) – Emerson se tornou o zagueiro que mais marcou gols com a camisa do Coritiba. São 19 ao todo, em pouco mais de um ano com a camisa do Coritiba. Com isso superou a marca anterior que era de Zambiazi, com 18 gols.

O time que Marcelo Oliveira levou a campo foi: Vanderlei; Ayrton, Demerson, Emerson e Lucas Mendes; Wiliam, Sérgio Manoel, Everton Ribeiro e Lincoln; Roberto e Everton Costa.

Dá pra dizer que esse é o melhor conjunto que o Coritiba pode escalar no momento. O único que teria lugar nesse time seria Rafinha, quando estiver em condições físicas de jogar. Por meu gosto, Marcel ainda é melhor com a 9 do que Everton Costa – mas o Coritiba precisa contratar ainda um atacante diferenciado para incomodar a zaga adversária. Parece incrível dizer isso, mas Bill está deixando saudades, apesar de todos os problemas que causava dentro e fora de campo. A grande dúvida é se Keirrison vai voltar a jogar em alto nível – ele seria a solução?

A história do jogo foi a seguinte:

O Coritiba tomou um sufoco nos minutos iniciais, quando o Flamengo fez 2×0. O primeiro gol, de Wagner Love, foi marcado em posição irregular. A única atitude da defesa do Coritiba foi fazer a linha de impedimento, um risco alto demais para se correr em um jogo, porque o auxiliar não teve a precisão milimétrica necessária para anotar o impedimento que nós telespectadores só tivemos certeza depois de vários replay. Depois de tomar os dois gols, o Coritiba se recompôs, dominou as ações e controlou o jogo. Ainda no primeiro tempo marcou um gol que indicava que a história do jogo podia mudar.

No segundo tempo o Coritiba voltou a campo com Chico no lugar de Sérgio Manoel e Robinho no lugar de Lincoln. Licoln saiu porque sua condição física não é boa para um gramado pesado como o de ontem – o jogo foi debaixo de uma chuva fina e insistente. Sérgio Manoel não jogou mal, mas também não foi brilhante. A entrada de Chico foi sua estreia no Coritiba, provavelmente um teste para um possível titular na posição de segundo volante. Jogou o suficiente para dar indícios de que pode ganhar a vaga. Robinho jogou bem – o time não perdeu qualidade com a saída de Lincoln.

Uma última alteração ainda foi processada no Coritiba, depois da metade do segundo tempo: Tcheco no lugar de Lucas Mendes. Apesar de ser o jogador mais experiente do elenco, Tcheco é também o mais esquentado. Ele sempre é visto reclamando da arbitragem, e isso foi motivo para o cartão amarelo que recebeu, numa falta em que tomou e que o adversário foi punido com cartão.

O Coritiba controlou o jogo durante todo o segundo tempo. O Flamengo praticamente não pegou na bola. Mas a principal chance do Coritiba foi desperdiçada por Everton Costa, que chutou pra fora após receber um ótimo lançamento. O tempo todo o Coritiba este mais próximo de fazer o segundo do que o Flamengo de fazer o terceiro. Mas o imponderável aconteceu: aos 45 minutos do segundo tempo o Flamengo fez o gol que definiu o placar.

Veja o vídeo com os melhores momentos da partida.

Os destaques do Coritiba:

  • Emerson, zagueirão artilheiro;
  • Vanderlei, autor de pelo menos duas defesas salvadoras;
  • Ayrton, que novamente jogou o fino da bola – teve um lance em que driblou três defensores e chutou a gol, acertando a trave;
  • Wiliam, ótimo na marcação, na condução de bola e no passe – talvez o melhor jogador do time hoje (coisa que já vinha sendo desde 2011)

Aliás, Wiliam mostrou que não é só um jogador inteligente na marcação e com a bola nos pés. Deu uma entrevista muito lúcida após o jogo, mostrando inteligência também nas suas análises. Afirmou que o Coritiba perdeu porque cedeu à pressão nos minutos iniciais, e porque perdeu as chances que teve de fazer o gol quando dominava a partida. Veja o vídeo.

O principal ponto negativo foi a ineficiência dos atacantes: Everton Costa e Roberto perderam diversas oportunidades muito boas de marcar gols.

Por enquanto, o Coritiba segue a sina de ser um visitante fraco – não trouxe nenhum ponto de suas viagens para fora de Curitiba neste Brasileirão.

 

Coritiba 2×3 Botafogo: 2ª rodada do Campeonato Brasileiro 2012

Renan defendendo o que seria um gol de chaleira de Lincoln

Foto de Daniel Castellano para a Gazeta do Povo.

O Coritiba começou fando 1×0 em menos de 30 segundos de jogo. Eu vi desenhada uma nova goleada, como aqueles 5×0 do ano passado – na última vez em que o time da estrela veio ao Couto Pereira. Naquela ocasião o Botafogo disputava a primeira posição com o Corinthians. Depois de sofrer a goleada para o Coritiba, não se reergueu mais no torneio.

Para confirmar os meus sonhos de torcedor, minutos depois Lincoln quase marcou de novo, de chaleira. Renan, o goleiro reserva, fez a defesa da foto e impediu que a goleada se desenhasse.

Por outro lado, o Coritiba mostrou que não tinha marcação pelas laterais do campo. Nas jogadas pela direita e pela esquerda, os alas do Botafogo fizeram a festa e os 3 gols.

No ataque o Coritiba sentiu falta, e muito, de um camisa 9 de verdade. Que Everton Costa não serve para a coisa. Não sei porque deixar Marcel no banco se não tem ninguém melhor que ele para peitar a zaga adversária. E olhe que o Botafogo tinha goleiro e zaga reservas, sendo que um dos beques era um guri de 17 anos, estreante no profissional.

Isso só mostra as limitações do Coritiba no momento. Faltam laterais (ou ao menos não era hora de Jonas voltar a ser titular). Falta um atacante que resolva.

O time que entrou em campo foi: Vanderlei; Jonas, Demerson, Emerson e Lucas Mendes; Junior Urso, Sérgio Manoel, Lincoln e Everton Ribeiro.

Marcelo Oliveira substituiu no segundo tempo: Jonas por Ayrton (que foi melhor). Sérgio Manoel por Anderson Aquino – um erro, pois o Coritiba perdeu qualidade na saída de bola. Lincoln por Vinícius (o 10 estava cansado no segundo tempo, se arrastava em campo).

O Coritiba, ao contrário do Botafogo, foi relapso. Lucas Mendes foi péssimo na marcação. Jonas também. Júnior Urso também. Everton Ribeiro voltou a ser o jogador apagado de 2011. Everton Costa não jogou praticamente nada. Lincoln teve brilho curto, no primeiro tempo, enquanto o fôlego permitiu. Roberto foi o mais efetivo, mas sofreu com as faltas que o árbitro não marcava.

Um jogo para esquecer.

Mas o Botafogo foi brilhante, mostrando que um time cheio de desfalques pode ser uma ótima oportunidade para o pessoal que quer mostrar serviço.

Está ficando claro que o Coritiba hoje tem jogadores demais, com qualidade de menos. Depois que passarem os jogos decisivos na Copa do Brasil, será tarde demais para começar a pontuar no Brasileirão. Pontos que fizeram falta em 2009 e 2011 – outros momentos recentes em que a dedicação ao torneio de mata-matas fez o Coritiba agonizar no Brasileirão por causa dos pontos desperdiçados no início do torneio.

Veja aqui o vídeo do SPORTV com os melhores lances do jogo.

Internacional 2×0 Coritiba: 1ª rodada do Campeonato Brasileiro 2012

Emerson, com a tarefa de marcar o melhor atacante do Brasil

Foto de Fernando Gomes, para a RBS.

O Coritiba escalou um time meio misto, poupando alguns titulares para a primeira rodada do Brasileirão. Necessidade de poupar os jogadores do intenso desgaste de uma temporada muito longa, e guardar recursos para os jogos decisivos da Copa do Brasil.

Roberto ganhou uma folga, e Anderson Aquino entrou com a 9. Everton Ribeiro veio para o banco, e Renan Oliveira entrou jogando. Wiliam começou jogando pela primeira vez em meses, voltando de longa contusão. Mas jogou só o primeiro tempo.

O time que entrou jogando: Vanderlei; Gil, Demerson, Emerson e Lucas Mendes; Wiliam, Junior Urso, Renan Oliveira e Lincoln; Everton Costa e Anderson Aquino.

O jogo foi duríssimo para o Coritiba. A tarefa mais difícil seria parar uma linha de frente de altíssimo nível, uma das melhores do Brasil hoje, com Dátolo, Oscar, Dagoberto e Damião.

O primeiro gol do Internacional saiu em jogada individual de Damião, que tratorou a zaga do Coritiba e chutou sem defesa para Vanderlei. No segundo gol, uma triagulação rápida entre Dátolo, Dagoberto e Damião, enredando a defesa alvi-verde.

O primeiro tempo foi assim: todas as bolas em que o Internacional chegou a chutar a gol foram convertidas. O Coritiba desperdiçou duas chances: uma em contra-ataque rápido, em que Renan Oliveira chutou para fora. Outra em um impedimento muito duvidoso, em bola colocada nas redes por Everton Costa.

No segundo tempo, Marcelo Oliveira equilibrou melhor as ações, pois o Internacional teve amplo domínio no meio de campo durante todo o primeiro tempo. Everton Ribeiro entrou no lugar de Anderson Aquino, melhorando o controle de bola do Coritiba. Sérgio Manoel substituiu Wiliam, ainda sem ritmo.

Depois, o treinador Coxa tirou Renan Oliveira para a entrada de Marcel, o que foi pouco efetivo. Pois o grande problema do Coritiba era controlar as ações no meio de campo. Com a substituição o Coritiba passou a ter um centro-avante de área, no qual a bola não chegava.

Leandro Damião e Oscar deram uma verdadeira aula de futebol. Eram os jogadores mais rápidos e criativos do Inter, mas eram também muito brigadores. Com eles não teve bola perdida, e a zaga Coxa foi diversas vezes surpreendida em jogadas que ninguém acreditou que um jogador de vermelho pudesse aparecer, mas sempre aparecia. Ou Damião ou Oscar, ambos jogando muito futebol e dando uma canseira na defensiva alvi-verde.

O jogo mostrou que o Coritiba é um time que está um patamar abaixo do Internacional, e que precisará jogar muito bem em casa, como fez em 2011, mas terá também que fazer prevalecer seu futebol contra adversários mais fracos fora de casa. Contra o Inter não deu. Comparando com 2011: o Coritiba tem que conhecer seus limites, ganhar praticamente tudo dentro de casa, e ser mais efetivo quando visitar adversários mais fracos.

P.S. depois que escrevi o post com a avaliação da situação do Coritiba para o Brasileirão, percebi que a diretoria ainda busca reforços, principalmente na meia e no ataque. Veja a notícia da Nadja Mauad. É realmente uma boa coisa, porque o Coritiba vem tendo sérias dificuldades em fazer gols este ano.

Asa AL 1×0 Coritiba: 2ª fase da Copa do Brasil 2012

Os jogadores não fizeram nada em campo - por isso a foto é da entrevista.

Foto do sítio do Coritiba.

O Coritiba foi a Arapiraca, em Alagoas, pela segunda fase da Copa do Brasil, e voltou com um péssimo resultado. Pior do que a derrota foi não ter feito nenhum gol, o que pode ser mortal num torneio em que o gol fora de casa é critério de desempate. Agora o Coritiba precisa de 2 gols de vantagem para o jogo do Couto Pereira.

Continuo sem descobrir como posso assistir os jogos da Copa do Brasil pelo PFC. O serviço é caro e só posso assistir o estadual. Resta ouvir os jogos pelo rádio, tentando acreditar nos comentaristas da CBN.

O Asa construiu o placar bem no início do jogo. Depois o Coritiba passou a pressionar, mas não conseguiu converter.

O time que entrou foi o mesmo que jogou contra o Rio Branco, exceto pela volta de Roberto no ataque. No segundo tempo Marcelo Oliveira promoveu a entrada de Junior Urso no lugar de Tcheco, para corrigir a marcação. Depois Caio Vinícius em substituição a Anderson Aquino e ainda Rafael Silva em substituição a Roberto.

Mudanças no ataque costumam não resolver o problema, pois o que falta é construir as jogadas de ligação. Uma máquina azeitada como aquele meio campo do primeiro semestre de 2011, com Donizeti, Leo Gago, Davi e Rafinha, com Anderson Aquino logo à frente, parece uma coisa que o Coritiba não vai ter nunca mais.

É fato que esses mesmos aí (exceção para Rafinha e Donizeti) produziram bem menos no segundo semestre. E Rafael Silva surge como uma grande promessa de futuro no clube.

Com o resultado em Alagoas, aumentou o alarde pela demissão de Marcelo Oliveira. Eu sinceramente acho que o problema não está no comando do banco. E dificilmente o Coritiba contrataria técnico melhor. Entretanto, se o Coritiba for eliminado pelo Asa semana que vem, o que não é nem um pouco improvável, a situação de Marcelo Oliveira vai ficar mesmo bem difícil.

O fato é que o Coritiba ainda não tem um time titular definido, e a irregularidade começa a preocupar.

Veja os jogos da fase anterior da Copa do Brasil:

Coritiba 2×0 Nacional AM: 1ª fase da Copa do Brasil 2012

Nacional AM 0×0 Coritiba: 1ª fase da Copa do Brasil 2012

E o último jogo pelo Paranaense:

Rio Branco 1×2 Coritiba: 7ª rodada do segundo turno do Campeonato Paranaense 2012

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