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Com 5 vitórias em 7 jogos Marquinhos Santos tem melhor aproveitamento em Atletibas

Com a vitória no Atletiba do último domingo (22/02/2015), o técnico Marquinhos Santos do Coritiba atingiu a marca de 5 vitórias, um empate e uma derrota no maior clássico paranaense. Com isso, atinge os 76% de aproveitamento e se torna o técnico alviverde com melhor marca em clássicos.

Essa notícia foi amplamente divulgada na mídia por estes dias, indico abaixo os links no portal do Coritiba e no jornal Gazeta do Povo:

Bom de Atletiba
Vitória põe Marquinhos Santos no topo de aproveitamento do Coxa em Atletibas

A marca pode ficar um pouco desmerecida, pelo fato de uma parte destes jogos ter ocorrido em campeonatos estaduais que o Atlético joga com time sub-23 (o que vem fazendo desde 2013).

Se o rival opta por entrar com um time que não é o seu melhor, assume os riscos e marca sua história com derrotas e vice-campeonatos, quem sou eu para questionar esta estratégia?

De qualquer forma, o que deve ser ressaltado nesta notícia é o profissionalismo com que Marquinhos Santos trata cada jogo. Iria enfrentar um adversário mais fraco e poderia ficar tranquilo com o favoritismo? Caberia ao técnico sub-23 do Atlético tentar surpreender o time principal do Coritiba com algum nó tático?

Pois o que se viu foi o inverso. Marquinhos estudou o jogo do rival e armou o time de modo a neutralizar o adversário. A vitória não veio ao natural. Foi fruto do trabalho sério do nosso técnico.

Quem explica isso muito bem é o Caio Gondo nesta ótima análise para o blog A prancheta tática.

Mas também o próprio Marquinhos explicou isso em detalhes na entrevista após o clássico. A explicação está logo nos minutos iniciais do vídeo abaixo.

Marquinhos consolida sua trajetória no clube porque encara cada desafio com a devida responsabilidade. É realmente um dos melhores técnicos que já sentou no nosso banco.

Coritiba 0x0 (5×4): 2º jogo da final do Campeonato Paranaense 2012

Anular Guerrón foi o principal objetivo?

Foto de Albari Rosa para a Gazeta do Povo.

Empate sem gols e decisão por pênaltis, que valeram o tricampeonato.

Sobre o título, comento no próximo post.

Agora o jogo.

O Coritiba jogou pouco no primeiro tempo. Anderson Aquino seguiu com a série de atuações fracas, que não justificam mais sua escalação como titular faz um bom tempo. Rafinha entrou no sacrifício, longe de estar em condições físicas. E foi mais uma vez apagado em atletibas.

Tcheco, em sua despedida de campeonatos paranaenses e no último atletiba da carreira, nem chegou a jogar quase nada. Saiu no início, contundido e muito irritado.

Sobrava o protagonismo para os demais jogadores, que demoraram a se encontrar em campo.

O primeiro tempo foi todo do Atlético, e o Coritiba se dedicou principalmente a evitar algum lance decisivo de Guerrón. Junior Urso, Lucas Mendes e Emerson foram vigilantes, atentos e rápidos nos desarmes. A principal arma atleticana ficou anulada.

Somente no segundo tempo o Coritiba tomou as ações do jogo. Com Everton Costa no lugar de Anderson Aquino a linha de frente ganhou qualidade e velocidade. Com a entrada de Lincoln no lugar de Rafinha nova melhora.

Mas nada disso foi suficiente para resolver o jogo. Gil foi o mais acionado, pela lateral direita.

E se o Coritiba controlou a bola e dominou as ações, não chegou ao gol adversário nenhuma vez.

Na decisão por pênaltis, o erro de Guerrón deu o título ao Coritiba.

Numa avaliação geral: ótima atuação da retaguarda Coxa, com atuação segura de Emerson, Demerson, Gil, Lucas Mendes, Urso e Djair. Este último, que entrou no lugar de Tcheco, mostrou que tem qualidade para ser titular sempre que necessário.

Marcelo Oliveira mostrou mais uma vez que é um treinador tímido para decisões. Mesmo quando o Coritiba controlava o jogo e o Atlético não oferecia perigo, não quis sacar um dos volantes para colocar o time mais à frente. Preferiu arriscar a decisão por pênaltis que arriscar perder o jogo em um contra-ataque atleticano.

De qualquer forma, o resultado foi justo, pelo que foi o campeonato e pelo que foi o jogo.

Agora, é bom comemorar, mas não muito. Que quarta-feira tem jogo importante contra o Vitória.

Veja também o primeiro jogo da final aqui no blog, e as campanhas do primeiro e segundo turnos:

Atlético 2×2 Coritiba: 1º jogo da final do Campeonato Paranaense 2012

A campanha do Coritiba no 2º turno do Campeonato Paranaense 2012

A campanha do Coritiba no 1º turno do Campeonato Paranaense 2012

Atlético 2×2 Coritiba: 1º jogo da final do Campeonato Paranaense 2012

Decisivo mais uma vez: Everton Ribeiro comemora o primeiro gol do jogo

A foto é do sítio do Coritiba.

O Coritiba entrou em campo com: Vanderlei; Gil, Demerson, Emerson e Lucas Mendes; Júnior Urso, Djair, Tcheco e Éverton Ribeiro; Lincoln e Roberto.

Realmente uma ótima escalação, pois a dupla de volantes (Urso e Djair) segurava o jogo adversário, liberando Tcheco para atuar mais como armador. Lincoln ganhava posição ao voltar do Departamento Médico (coisa que não aconteceu com Rafinha). Everton Ribeiro foi mantido no time, e saiu Anderson Aquino, realmente o que vinha jogando pior na linha de frente do Coritiba.

Eu imaginei que esta escalação colocava o Coritiba bem postado e seguro na defesa, jogando com velocidade e toque de bola no contra-ataque. Mas não foi esse o retrato do jogo.

O Atlético jogou muito mais atrás, e o Coritiba dominou as ações no primeiro tempo. Jogando mais com a bola, e no seu campo de ataque, o Coritiba não conseguia chegar ao gol. Bem postado, o Atlético saía em contra-ataques rápidos, e sempre levou perigo. Mas o cenário do jogo mudou após jogada individual e chute rasteiro de Everton Ribeiro. Era com o pé direito, que não é o bom, mas mesmo assim o goleiro Vinícius deixou passar.

Poucos minutos depois, o Atlético chegou ao empate num bate-rebate, igualando as ações.

Na volta para o segundo tempo, o Atlético veio mais bem organizado e tomou conta do jogo. O Coritiba trocava passes na entrada da área adversária, mas quase nunca chegava a criar condições de finalizar. Vale dizer que o gol do primeiro tempo saiu na única finalização certeira do Coritiba, enquanto o Atlético chegou diversas vezes com perigo, dando bastante trabalho a Vanderlei, que fez diversas defesas difíceis.

No segundo tempo, o Atlético fez seu gol logo no início, após um chute de fora da área que Vanderlei não conseguiu segurar. Martin Ligüera, o melhor rubro-negro em campo, aproveitou o rebote para fazer 2×1.

Com isso, estava desenhado um cenário difícil para o Coritiba. Carrasco recuou o time tirando dois homens de frente para colocar volantes. Com a vitória do Atlético, o Coritiba não podia mais ser campeão no tempo regulamentar do segundo jogo. É que o regulamento da Federação Paranaense não prevê saldo de gols. Ou seja, com uma derrota no primeiro jogo, o Coritiba teria que vencer o segundo jogo, não importando por qual placar, para levar a uma decisão por pênaltis.

Com esse regulamento em mente, Marcelo Oliveira percebeu que perdido por um ou perdido por dez não fazia mais diferença. Sacou os dois volantes, Djair e Urso, para colocar dois atacantes – Anderson Aquino e Marcel. Também trocou Lincoln por Renan Oliveira, pois o camisa 10 jogou muito bem no primeiro tempo, mas estava anulado no segundo.

As modificações deram resultado: Marcel é um jogador muito importante para se postar em meio a defesas retrancadas, por que ele é atacante de presença na área, e não de chegar em velocidade como Aquino e Roberto. Nas poucas vezes em que pegou na bola, ele mostrou que era o jogador certo para aquele cenário (e aliás, merece jogar mais, aproveitando a má fase de Aquino).

Mas quem foi decisivo mesmo foi o zagueiro Emerson. Foi dele a jogada no meio campo, subindo ao ataque. Marcel disputou a jogada após a bola quase ser perdida por Emerson. Voltando a ter a bola perto de si, o zagueiro tocou para Anderson Aquino, que colocou para dentro, no canto do goleiro Vinícius.

Um empate justo pelo que foi o jogo, com um Coritiba com mais domínio da bola, mas com o Atlético atacando de forma incisiva. Quando recuou o time para segurar o resultado favorável, o Atlético abriu espaço para o Coritiba igualar.

Agora, quem vencer o segundo jogo no Couto Pereira leva o título. Se der empate, a decisão irá para pênaltis.

Coritiba 4×2 Atlético: 10ª rodada do segundo turno do Campeonato Paranaense 2012

Everton Ribeiro, provando que mereceu a vaga no time titular

A foto é de Albari Rosa, para a Gazeta do Povo, no momento exato do primeiro gol do jogo.

O Coritiba parece que encontrou a linha de frente ideal: Rafinha, Everton Ribeiro (jogando desse jeito), Roberto e Anderson Aquino.

Foi um grande jogo, que sagrou o Coritiba campeão antecipado do segundo turno, e já garantiu antecipadamente o Coritiba como time de melhor campanha do estadual. Ainda falta o último jogo, mas o Coritiba já somou 15 vitórias, 5 empates e 1 derrota: 50 pontos que o deixam 4 à frente do Atlético. Além disso, o Coritiba fez 51 gols e levou 18.

Eu não vi o jogo, porque estava no aniversário do meu filho.

Então, fica aqui o link com os detalhes da partida no sítio do Coritiba.

E mais o vídeo do Sportv com os melhores momentos.

Agora o Coritiba irá disputar a final do Campeonato contra o Atlético. A última vez que isso aconteceu foi em 2008, com o título ficando com o Coritiba. Depois foram três anos de campeonato sem final.

E o Coritiba vai em busca do tri-campeonato. A última vez em que o Coritiba ganhou três estaduais seguidos foi na década de 1970 (o hexa campeonato 1971-76).

Veja os últimos jogos do Coritiba:

Operário 2×2 Coritiba: 9ª rodada do Campeonato Paranaense 2012

Coritiba 3×0 Asa: segunda fase da Copa do Brasil 2012

Atlético PR 0x0 Coritiba: 10ª rodada do Campeonato Paranaense 2012

Pereira derrubando Bruno Mineiro (foto Albari Rosa/Gazeta do Povo)

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O jogo foi feio. Ou melhor, medonho.

Equilibrado demais, as defesas prevalecendo sobre os ataques.

É duro dizer isso, mas hoje os dois times se equivalem. Empatar fora de casa com o rival pode ser um bom resultado, mas não era na situação que o Coritiba está na tabela. Muito menos na comparação com o ano passado, quando em 20 minutos de jogo o Coritiba fez 3×0 (o Atlético ainda esboçou reação, e o jogo terminou 4×2).

O jogo de ontem foi marcado por um lance polêmico, em que Pereira cometeu pênalti no atacante do Atlético (a foto acima), não anotado pelo árbitro Heber Roberto Lopes.

No lado do Coritiba a principal ausência foi o volante Wiliam, contundido. A entrada de Tcheco em seu lugar não melhorou a saída de bola como alguns querem crer. Melhoraria, provavelmente, se Wiliam jogasse, e Tcheco estivesse no lugar de Renan Oliveira.

Caio Vinícius jogou quase nada, o que mostra que o bom desempenho num jogo contra adversário mais fraco pode não significar que irá bem contra adversário forte. Geraldo entrou no segundo tempo, mas não fez nada de produtivo. Ou melhor, fez uma jogada e até chutou a gol (que eu me lembre é a primeira vez que ele faz isso na vida). Me parece claro que o que era uma jovem promessa não se confirmou – ele é apenas mais um bom driblador incapaz de ser efetivo em campo.

Lincoln também foi nulo, e eu só não falo tão mal dele porque em quase todos os jogos que eu vi de 2011 Marcos Aurélio não foi nada melhor que isso.

Obviamente, quem jogou bola de verdade foi o Rafinha, o único a fazer jogadas efetivas e ir em direção ao gol.

Jackson fez falta violenta e desenecessária, e foi expulso com o segundo cartão amarelo. Agora é desfalque para o próximo jogo, por que o Coritiba não tem um lateral direito para substituí-lo (Jonas está se recuperando de cirurgia no joelho).

O lance mais perigoso do Coritiba foi uma cabeçada (na verdade uma “ombrada”) de Emerson, o zagueirão artilheiro. A bola tomou o rumo da forquilha, e a trajetória foi interrompida a muito custo numa defesa brilhante do goleiro do Atlético – o melhor jogador em campo.

Para a última rodada, as chances do Coritiba conquistar o 1º turno ficaram mínimas. Precisa contar com derrota do Cianorte para o Arapongas (não seria uma zebra), e derrota ou empate do Atlético em Paranavaí (seria uma zebra tremenda). Além disso, o Coritiba precisa vencer por no mínimo dois gols de diferença o Roma no Couto Pereira (resultado que seria o normal). Veja como está a parte de cima da tabela no momento:

pontos vitórias saldo gols
Cianorte 24 7 17 24
Atlético 23 7 19 23
Coritiba 22 6 16 23

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Veja os últimos jogos do Coritiba:

Coritiba 4×1 Operário: 9ª rodada do Campeonato Paranaense 2012

Cianorte 1×1 Coritiba: 8ª rodada do Campeonato Paranaense 2012

Coritiba 1×1 Rio Branco: 7ª rodada do Campeonato Paranaense 2012

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