Este foi o primeiro de uma série de jogos que o Coritiba terá contra os times mais bem posicionados na tabela. A parte teoricamente mais fácil do 1º turno já passou, e o Coritiba foi muito mal porque disputava simultaneamente a Copa do Brasil. Em 12 jogos foram 3 vitórias, 3 empates e 6 derrotas – duas delas no Couto Pereira.
Vencer o Grêmio em casa era uma questão absolutamente necessária. Antes do início da rodada o tricolor gaúcho vinha em 4º lugar na tabela, atrás apenas de Atlético MG, Vasco e Fluminense (próximos adversários do Coritiba).
Para tentar esta façanha, Marcelo Oliveira escalou o seguinte escrete: Vanderlei; Ayrton, Pereira, Emerson e Lucas Mendes; Wiliam, Sérgio Manoel, Lincoln e Robinho; Everton Costa e Leonardo.
Leonardo entrou pela 3ª vez em campo no Brasileirão – a 2ª como titular e a 1ª vez a fazer um jogo inteiro na temporada. Ele tinha ficado 3 meses emprestado para um clube chinês (o mesmo que comprou Davi e que está tentando comprar Rafinha). A boa atuação de Leonardo nestes jogos (fez dois gols na vitória contra o Náutico no meio de semana) nos leva a pensar porque a diretoria concordou em emprestar o jogador num período tão crucial, sendo que o principal problema do Coritiba neste ano vinha sendo a falta de um camisa 9 de ofício.
A escalação de Robinho me parece a única aposta não justificável de Marcelo Oliveira. Na posição dele o Coritiba tem outros jogadores que vinham jogando bem, e ele não jogou para merecer ser titular.
No mais, a escalação do Coritiba se mostrou eficiente. E a preparação tática desenvolvida por Marcelo Oliveira foi fundamental.
O Coritiba jogou marcando no campo todo. Nenhum jogador do Grêmio tinha liberdade para receber a bola e jogar com ela no pé. Atenção especial de marcação foi dada a Elano e Zé Roberto, dois grandes jogadores que fazem o meio campo do Grêmio ser um dos melhores do Brasil na atualidade.
Sem espaço para criação de seus dois principais articuladores, o Grêmio passou todo o primeiro tempo sem conseguir jogar. O Coritiba dominou a posse de bola, mas também não teve chances muito efetivas de chegar ao gol.
Ainda no primeiro tempo Marcelo Oliveira precisou substituir Sérgio Manoel, que se contundiu sozinho, por Chico.
No intervalo Vanderlei Luxemburgo fez alterações significativas no Grêmio. Sacou os dois jogadores que estavam muito marcados – Elano e Zé Roberto, e colocou dois outros jogadores para escapar da marcação do Coritiba.
A alteração surtiu efeito, pois desmontou a excelente marcação que o Coritiba vinha fazendo, e colocou o Grêmio no jogo, tornando tudo mais aberto.
Percebendo que o Coritiba ficou em desvantagem tática, Marcelo Oliveira fez duas alterações no segundo tempo: tirou Everton Costa para a entrada de Roberto e colocou Everton Ribeiro no lugar de Robinho. A substituição de Robinho foi inócua, mas Roberto deu nova dinâmica à linha de frente do Coritiba.
Tanto que levou ao primeiro gol. Em uma das várias faltas que o Grêmio cometeu na entrada da área, Ayrton cobrou com perfeição, quase no ângulo de Marcelo Grohe.
Mas quando parecia que o jogo se ajeitava para o Coritiba, o Grêmio empatou praticamente em seguida, após uma cobrança de falta em que a bola foi alçada na área, e encontrou André Lima livre para cabecear sem nem precisar sair do chão. A única falha de marcação do Coritiba em todo o jogo.
O jogo seguiu equilibrado, mas o Coritiba ainda conseguiu marcar o segundo gol nos minutos finais, num chute de Leonardo da entrada da área. Faria o terceiro, não fosse o juiz ter encerrado o jogo no exato momento em que Roberto recebia livre um lançamento em contra-ataque, para encarar sozinho o goleiro do Grêmio.
Agora o Coritiba tem mais dois compromissos diante do Grêmio na sequência, pela Copa Sul Americana. Pelo que foi o jogo de ontem, dá pra ver que serão dois grandes jogos, muito equilibrados. Se passar pelo Grêmio, o Coritiba tem direito de sonhar com seu primeiro título internacional.
Veja aqui o vídeo dos melhores momentos do jogo.
P.S. O blogueiro pede desculpas: o blog esteve inativo durante todo o mês de julho. Por motivo de viagem, a conexão com a internet esteve precária, mas pior ainda foi ficar sem o PFC. De modo que só assisti os jogos contra o Palmeiras pela final da Copa do Brasil. E não escrevi nenhuma crônica aqui desde a fatídica derrota para o Sport no Couto Pereira na 7ª rodada. Doravante o blog retoma a rotina normal, com as crônicas de todos os jogos, e, se possível, publicará as crônicas atrasadas.

